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Festival de Inverno Campos do Jordão

O Festival

48ª Edição


Prepare-se! Vem aí mais um Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão. A 48ª edição acontece de 01 a 30 de julho, com mais de 80 concertos em Campos do Jordão e na capital paulista, além de vagas para 205 bolsistas no núcleo pedagógico (Sala São Paulo). A Orquestra do Festival, formada pelos bolsistas, faz quatro concertos, dois regidos por Neil Thomson (Filarmônica de Goiás) e dois por Alexander Liebreich (Orquestra Sinfônica da Rádio Nacional Polonesa), com o barítono Paulo Szot como solista. Na primeira semana do Festival, os 41 bolsistas melhor classificados tocarão em quatro concertos com a Osesp, sob a regência de Marin Alsop, em um programa da Temporada 2017. O conjunto alemão Ensemble Modern é grupo em residência, fazendo três concertos, um deles em homenagem a Walter Smetak, além de ministrar aulas e um Seminário de Composição. Uma programação especial infantil (parceria e realização Tucca/ Fundação Osesp) traz seis concertos do projeto Aprendiz de Maestro, em duas semanas consecutivas, na Sala São Paulo. E muito mais…

EDIÇÃO 2017 OFERECE 205 BOLSAS E APRESENTA MAIS DE 80 CONCERTOS

O 48º Festival de Inverno de Campos do Jordão, que acontece de 01 a 30 de julho de 2017, promove uma intensa programação pedagógica e artística, com apresentações nos palcos da cidade de Campos do Jordão (Auditório Claudio Santoro, Praça do Capivari, Capela do Palácio Boa Vista e Igreja de Santa Terezinha), e na capital paulista (Sala São Paulo e Sala do Coro).

Maior evento de música clássica do país, o Festival traz ao público mais de 80 concertos sinfônicos e de câmara – a maioria gratuitos –, com a participação de prestigiados artistas nacionais e internacionais, além dos grupos do Festival, formados pelos bolsistas – a Orquestra do Festival, a Camerata do Festival e o Grupo de Música Antiga do Festival –, além das apresentações de câmara com professores e alunos.

O destaque principal é a Orquestra do Festival, que faz dois programas diferentes, com dois concertos cada um.

O primeiro, regido pelo britânico Neil Thomson (diretor artístico e regente principal da Filarmônica de Goiás), nos dias 15/07 (Auditório Claudio Santoro) e 16/07 (Sala São Paulo), tem no repertório as peças Museu da Inconfidência – Impressões de uma Visitação, de Guerra-Peixe, e Sheherazade, de Rimsky-Korsakov.

O segundo, sob a batuta do alemão Alexander Liebreich (diretor artístico e regente titular da Orquestra Sinfônica da Rádio Nacional Polonesa), nos dias 22/07 (Auditório Claudio Santoro) e 23/07 (Sala São Paulo), tocando a “Abertura” de O Navio-Fantasma, de Richard Wagner, As Travessuras de Till Eulenspiegel, de Richard Strauss, e recebendo como solista convidado o barítono brasileiro Paulo Szot, pela primeira vez com a Orquestra do Festival, interpretando as Canções de um Viandante, de Mahler.

Já a Camerata do Festival, formada pelos bolsistas parciais desta edição, faz dois concertos, nos dias 14/07 (Auditório Claudio Santoro) e 15/07 (Sala São Paulo), sob a regência de Valentina Peleggi (regente em residência da Osesp), tendo a violinista russa Liana Gourdjia como solista. No programa, duas obras de Mozart: o Concerto para Violino nº 3 em Sol maior e a Sinfonia nº 39 em Mi bemol maior. A Camerata apresenta ainda um concerto sob o comando dos bolsistas de regência, no dia 22/07 (Praça do Capivari).

E o Grupo de Música Antiga do Festival, criado na edição 2016, volta sob a direção de Luís Otávio Santos (violinista, diretor artístico do Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora, além de fundador e coordenador do Núcleo de Música Antiga da EMESP), com dois concertos, nos dias 28/07 (Auditório Claudio Santoro) e 29/07 (Sala São Paulo), executando o Stabat Mater, de Haydn, com a participação do Coro Acadêmico da Osesp.

ENSEMBLE MODERN | GRUPO RESIDENTE DO 48º FESTIVAL

O Festival recebe como grupo em residência o Ensemble Modern, um dos mais consagrados conjuntos de música contemporânea da atualidade. Seus integrantes ministrarão aulas de instrumentos, além de um Seminário de Composição que, ao final, selecionará até dois bolsistas para escrever uma peça inédita, a ser estreada na edição de 2018 do Festival.

Criado em 1980 na Alemanha, o Ensemble Modern reúne 20 músicos solistas de diversos países e tem como marca registrada a intensa atuação junto a compositores em atividade. Com projetos que incluem música para teatro, vídeo e dança, além de música de câmara e orquestral, o grupo chega a ensaiar cerca de 70 novas peças por ano, sendo 20 delas estreias mundiais. Ao longo de sua trajetória, fez parcerias duradouras com grandes nomes da composição, como John Adams, György Ligeti, Karlheinz Stockhausen, Steve Reich e Frank Zappa, entre outros.

O Ensemble Modern faz três concertos no Festival, com dois diferentes programas. O primeiro, nos dias 09/07 (Auditório Cláudio Santoro) e 10/07 (Sala São Paulo), com obras de compositores dos séculos 20 e 21. O segundo, no dia 12/07 (Sala São Paulo), apresentando o projeto Re-inventing Smetak, em homenagem a Walter Smetak (1913-84), músico, pesquisador e inventor de instrumentos nascido na Suíça e naturalizado brasileiro, conhecido por influenciar a Tropicália. No repertório, obras especialmente encomendadas a quatro novos compositores, três deles brasileiros – Arthur Kampela, Daniel Moreira e Paulo Rios Filho –, e a australiana Liza Lim, que exploram o experimentalismo da música de Smetak e utilizam vários instrumentos criados por ele na Bahia, nas décadas de 1960 e 1970, reconstruídos para esse projeto.

Saiba mais sobre o Ensemble Modern 
Saiba mais sobre Walter Smetak
Saiba mais sobre o projeto Re-inventing Smetak

ABERTURA OFICIAL DO FESTIVAL E CONCERTOS DA OSESP

A abertura oficial do 48º Festival de Inverno de Campos do Jordão será no dia 01/07 (sáb, 20h30), no Auditório Claudio Santoro, com um concerto da Osesp sob a regência de sua diretora musical e regente titular Marin Alsop, tendo como solista convidado o pianista japonês Makoto Ozone. O repertório traz obras de compositores das Américas: as Variações Concertantes, de Alberto Ginastera, as Variações Concertantes, de André Mehmari (peça especialmente encomendada pela Osesp), e Rhapsody in Blue, de George Gershwin.

Osesp se apresenta também nos dias 06, 07 e 09/07 (Sala São Paulo), e 08/07 (Auditório Claudio Santoro), sob a regência de Marin Alsop, em um programa da Temporada 2017, trazendo como novidade a participação dos 41 bolsistas melhores classificados, que ensaiarão e tocarão a Sétima Sinfonia – Leningrado, de Shostakovich, ao lado dos integrantes da Orquestra.

Faz ainda o concerto de encerramento do Festival, sob a regência de Giancarlo Guerrero, no dia 29/07, no Auditório Claudio Santoro, tocando a Sinfonia nº 4 em Fá Menor, de Tchaikovsky.

MÚSICA SINFÔNICA

Entre as orquestras convidadas estão a Filarmônica de Goiás, com Neil Thomson (regente) e Cristian Budu (piano), e o Neojibá com Ricardo Castro (regente), ambas apresentando dois concertos cada, um em Campos do Jordão e outro São Paulo. Também integram a programação sinfônica a Orquestra Sinfônica da USP, com Roberto Tibiriçá (regente) e a russa Kristina Miller (piano); a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo, com Claudio Cruz (regente); a Orquestra Experimental de Repertório, com Jamil Maluf (regente); e a Orquestra Municipal de Campinas, com Victor Hugo Toro (regente) e Hércules Gomes (piano), todas essas com concertos no Auditório Claudio Santoro.

Na Praça do Capivari, acontece o Festival de Bandas, com a Banda Sinfônica do Exército, a Banda Sinfônica Jovem do Estado, a Banda de Cubatão e a Banda Sinfônica de Taubaté, entre outros grupos convidados. Na Praça tocam ainda a Orquestra Jazz Sinfônica, a Orquestra Sinfônica de Santos, a Orquestra de Câmara de Jundiaí e a Orquestra Sinfônica de Piracicaba, para citar algumas das atrações.

MÚSICA DE CÂMARA

Na música de câmara, destaque para o grupo de Cellos da Festival, que faz a estreia da Suíte Mata Atlântica (Cinco canções de Tom Jobim), com arranjos de Jacques Morelenbaum, especialmente encomendados pela Osesp.

Outras atrações são o Quarteto Carlos Gomes (que lança a primeira partitura da edição dos Quartetos de Alberto Nepomuceno, pela Editora da Osesp, preparada por Claudio Cruz); o Quarteto Camargo Guarnieri, tocando com o violoncelista Santiago Sabino de Carvalho (da Filarmônica de Londres).

Entre os recitais solo, estão os do pianista Ronaldo Rolim, da pianista Sônia Rubinsky, e da soprano brasileira Angélica de la Riva, com o pianista Max Barros.

Destaque ainda para a esperada programação de concertos de câmara gratuitos, com grupos formados por professores e bolsistas do Festival, sempre às 19h, na Sala do Coro (Sala São Paulo).

MÚSICA ANTIGA

No núcleo de música antiga, as atrações são a Orquestra de Câmara da Cidade de Curitiba, regida por Luís Otavio Santos, apresentando um programa de música barroca, e o grupo As Flautas de São Paulo, com um programa de música renascentista, que homenageia os 500 anos de nascimento de Gioseffo Zarlino

ESPECIAL INFANTIL

Na Sala São Paulo, uma novidade desta edição é o Festival Infantil, uma parceria e realização da Fundação Osesp com a Tucca – Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer, com o projeto Aprendiz de Maestro. Serão apresentados dois programas diferentes, com três concertos cada, sempre às 11h, por duas semanas consecutivas: O Forrobodó da Chiquinha (13, 14 e 15/07) e O Mundo do Ludovico (19, 20 e 21/07). Após esses concertos, haverá uma exposição lúdica de instrumentos musicais e comidinhas na Estação das Artes, no Complexo Júlio Prestes. Saiba mais sobre o Aprendiz de Maestro aqui.

E, na Praça do Capivari também tem programação infantil, com o espetáculo Cantos de Casa, da violonista e cantora Badi Assad.

NÚCLEO PEDAGÓGICO DO FESTIVAL

Ao longo de três semanas, de 02 a 23 de julhotodas as atividades do núcleo pedagógico estarão concentradas na Sala São Paulo, na capital paulista, que, pelo terceiro ano consecutivo disponibiliza aos bolsistas toda a excelência da estrutura sede da Osesp para a realização de aulas, masterclasses e ensaios.

Além de assistirem as aulas de seus instrumentos, os alunos se apresentam ao longo de toda a programação artística do Festival, integrando a Orquestra do Festival, a Camerata do Festival, o Grupo de Música Antiga do Festival e os grupos de câmara, nos quais têm a oportunidade de tocar junto com seus professores.

Como novidade, nessa edição, está a oportunidade dos bolsistas tocarem lado a lado dos músicos da Osesp, regidos por Marin Alsop, na primeira semana do Festival. Os 41 candidatos melhores classificados se apresentarão em quatro concertos (de 06 a 09/07), sendo três na Sala São Paulo e um no Auditório Claudio Santoro, interpretando a monumental Sinfonia nº 7 – Leningrado, de Shostakovich. Para Fábio Zanon, coordenador artístico-pedagógico do Festival, “além de tocar com os membros da Osesp (muitos deles professores do Festival), para o estudante essa é uma experiência inusitada, que possibilita que se vivencie como se prepara um programa dessa dificuldade, dentro de uma Temporada, como os músicos profissionais fazem rotineiramente.”

O Festival oferece 205 bolsas de estudo no total (sendo 126 integrais e 79 parciais), distribuídas em Orquestra: 120; Camerata: 47; Piano: 12; Violão: 12; Regência: 6; Composição: 8. Os alunos com bolsa integral terão hospedagem, transporte e alimentação totalmente subsidiados pelo evento. A definição de bolsa integral ou parcial se dará mediante classificação.

Os cursos compreendem aulas de instrumentos que integram os naipes da orquestra sinfônica, além de violão, piano e regência. Os candidatos aprovados para a classe de regência participam ainda de atividades preparatórias ao Festival, sob a orientação da regente Marin Alsop, na Sala São Paulo.

PRÊMIOS E BOLSAS

Prêmio Eleazar de Carvalho, oferecido pela Secretaria Estadual de Cultura, por intermédio da Fundação Osesp, contemplará o/a bolsista que mais se destacar nessa edição, concedendo a ele/a uma bolsa de US$ 1.400 mil (um mil e quatrocentos dólares) mensais para estudar por um período de até nove meses em uma instituição estrangeira de sua escolha, além de ter cobertas as despesas de translado entre o Brasil e o exterior.

A Fundação Osesp poderá premiar outros bolsistas que se destacarem durante as atividades, a definir.